Inaugurado monumento que retrata famílias Marques e Barreto

Marcando também as comemorações do aniversário de Barretos, Prefeitura inaugurou na manhã de domingo, 25 de agosto/19, o monumento que retrata as famílias Francisco Barreto e Simão Antônio Marques, “Librina”, que foi edificado na Praça Francisco Barreto, Centro.

A solenidade, que reuniu autoridades locais, regionais, descendentes de Librina, historiadores munícipes barretenses e turistas, precedeu o Desfile Cívico – Militar, Folclórico e Alegórico, realizado no Centro da Cidade, que teve como tema “Barretos – da Fundação à Tradição”.

O investimento para a obra é de R$ 192.095,46, sendo R$ 140.164.58 em recursos do Governo do Estado e R$ 51.930,88 de contra partida da Prefeitura de Barretos. O trabalho é do artista Markus Moisés Rocha Moura , de Diamantina (MG), que utilizou o material concreto armado e pintura em bronze.

Ao entregar a obra, o prefeito destacou o papel fundamental que teve o COMTUR (Conselho Municipal de Turismo) para o desenvolvimento do projeto. “É um órgão autônomo, que determina como devem ser investidos os recursos e entendeu a importância do Município ter monumentos, como acontece cidades do Brasil e do Mundo”, frisou.

Guilherme ressaltou ainda, que este primeiro e retrata famílias que começaram tudo o que o Município tem hoje, que iniciaram a sua civilização. “É muito importante valorizar esta obra “Sem Eles nada estaria aqui. Para tudo tem um começo, um ponto de partida e nós precisamos saber de onde viemos, onde estamos para saber para onde iremos. Um povo sem passado, é um povo sem história. Então, precisamos sim valorizar a nossa história e a nossa cultura que são muito ricas. Valorizar o nosso povo, formado por pessoas trabalhadoras, do campo, que lutaram e lutam diuturnamente para construir uma sociedade mais humana e fraterna”, enfatizou.

Guilherme disse ainda, que Barretos é conhecida nacionalmente e mundialmente não só nesta época da Festa do Peão, quando acolhe milhares de pessoas, mas durante todo o ano. “Se hoje temos o Hospital de Amor e tantas coisas ao longo da história, deve-se ao início da Cidade lá atrás, com seus fundadores, os Marques e Barreto. Assim devemos referenciar estas famílias, que doaram parte do seu patrimônio, suas terras, de suas fazendas para pudesse instalar o vilarejo e começar o município de Barretos. E, hoje, 165 anos depois, estamos comemorando o nosso aniversário”, ressaltou.

O secretário municipal de Turismo, Adriano Santos, disse que este monumento é em homenagem as duas famílias fundadoras para resgatar a cultura e ser mais um atrativo para o barretense e o turista, que tira uma foto, leva de lembrança e falar sempre de Barretos. “Isto gera um fluxo, movimento de pessoas”, observou.

Vitor Edson Marques Júnior, presidente do Comtur e seu irmão Simão Antônio Marques, mesmo nome de Librina, são descendentes da família Marques e as representaram na inauguração. “É um satisfação muito grande estar presente neste ato. Toda cidade turística tem seus atrativos e este monumento em homenagem aos fundadores é um grande atrativo”, observou Vitor. “Estou muito orgulhoso. Meu pai sempre lembrava desta história com muito carinho. É uma grande emoção”, disse Simão.

Para a concepção do Monumento, foi feito um trabalho de pesquisa, que teve apoio da historiadora Elisete Greve Tedesco. “Não existiam fotos da época então neste estudo procuramos como seriam as vestimentas tanto masculinas como femininas, o tipo do chapéu e calçados da época em que vieram para cá. Então trocamos muitas informações e o resultado foi super positivo. Ficou muito lindo e se constitui num importante ícone para o turismo e a cultura”, destacou.

Já o do Recinto está com a base de sustentação pronta. “É um monumento maior e agora entra o trabalho do artista, que fará toda parte de escultura, que inclui a mula, o peão e o berrante. Depois que finalizar esta parte a empreiteira volta para fazer a parte final”, afirmou.

Além do monumento em homenagem as famílias Barreto e Marques, outro está sendo edificado na Praça Nove de Julho. A obra é a figura de uma mula, também decidida pelo Conselho Municipal de Turismo, para que se possa retratar o peão tropeiro, que em sua lida na época usava burros e mulas, animais mais resistentes.